De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Vinicius de Moraes
Miguel Torga
quinta-feira, 12 de janeiro de 2006
segunda-feira, 9 de janeiro de 2006
Pensamentos IV
"O mal que enferma a árvore também enferma os frutos"
____________
Não sei onde li ou ouvi isto mas ficou-me na memória superficial e de um momento para o outro quando numa acessa "discussão" de uma aula de Direito Administrativo me saiu. Serviu para o caso em discussão como uma luva na mão.
Por vezes há males que... nos fazem sair bem!
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Não sei onde li ou ouvi isto mas ficou-me na memória superficial e de um momento para o outro quando numa acessa "discussão" de uma aula de Direito Administrativo me saiu. Serviu para o caso em discussão como uma luva na mão.
Por vezes há males que... nos fazem sair bem!
sexta-feira, 6 de janeiro de 2006
Ano Novo, Vida Nova?
Ora então sejam todos bem-vindos (e não benvindos como aparece escrito nos mais diversos locais) a 2006.
Este ano ainda não tinha escrito nada, não que não houvesse tema para tal, mas porque efectivamente o tempo é escasso e nem sempre corre da melhor forma.
Mas serve este singelo post para dissertar ou divagar, quiça, sobre os projectos que se fazem sempre que se inicia um ano novo.
Se não vejamos: este ano vou todas as semanas ao ginásio; vou deixar de comer aquelas porcarias do McDonalds; vou deixar de fumar, vou..., vou..., vou..., etc... Este ano é que vai ser... (no fundo acaba por ser igual aos outros).
Depois com o envelhecimentodo ano, ou seja, com o decurso deste acabam por voltar aos vícios antigos, acaba-se por se eclipsar os projectos de ano novo.
Também fiz alguns projectos mas parece que ja começaram a falhar. Um deles seria escrever aqui todos os dias, ou pelo menos quase todos os dias e afinal ja vamos no fim da primeira semana de Janeiro e só agora o fiz, pela primeira vez.
Mas pode ser que este propósito não se esfume e venha a produzir os seus singelos frutos.
Quanto a outros projectos???
Isso agora já não podem ser revelados, pois há quem diga que não se realizam se forem divulgados. Cá por mim não sou supersticioso, mas ficam somente para mim.
Quem sabe não sendo divulgados por intermédio da escrita ao longo deste 2006.
Esperamos que sim, tão depressa eles se forem realizando....
Este ano ainda não tinha escrito nada, não que não houvesse tema para tal, mas porque efectivamente o tempo é escasso e nem sempre corre da melhor forma.
Mas serve este singelo post para dissertar ou divagar, quiça, sobre os projectos que se fazem sempre que se inicia um ano novo.
Se não vejamos: este ano vou todas as semanas ao ginásio; vou deixar de comer aquelas porcarias do McDonalds; vou deixar de fumar, vou..., vou..., vou..., etc... Este ano é que vai ser... (no fundo acaba por ser igual aos outros).
Depois com o envelhecimentodo ano, ou seja, com o decurso deste acabam por voltar aos vícios antigos, acaba-se por se eclipsar os projectos de ano novo.
Também fiz alguns projectos mas parece que ja começaram a falhar. Um deles seria escrever aqui todos os dias, ou pelo menos quase todos os dias e afinal ja vamos no fim da primeira semana de Janeiro e só agora o fiz, pela primeira vez.
Mas pode ser que este propósito não se esfume e venha a produzir os seus singelos frutos.
Quanto a outros projectos???
Isso agora já não podem ser revelados, pois há quem diga que não se realizam se forem divulgados. Cá por mim não sou supersticioso, mas ficam somente para mim.
Quem sabe não sendo divulgados por intermédio da escrita ao longo deste 2006.
Esperamos que sim, tão depressa eles se forem realizando....
quarta-feira, 28 de dezembro de 2005
terça-feira, 27 de dezembro de 2005
Pensamentos III
Mesmo as noites totalmente sem estrelas podem
anunciar a aurora de uma grande realização.
(Martin Luther King)
terça-feira, 20 de dezembro de 2005
sexta-feira, 9 de dezembro de 2005
Poesia IV
O Menino da Sua Mãe
No Plaino abandonado
Que a morta brisa aquece,
De balas traspassado
- Duas, de lado a lado -,
Jaz morto, e arrefece.
Raia-lhe a farda o sangue.
De braços estendidos,
Alvo, louro, exangue,
Fita com olhar langue
E cego os céus perdidos.
Tão jovem! que jovem era!
(Agora que idade tem?)
Filho único, a mãe lhe dera
Um nome e o mantivera:
"O menino da sua mãe".
Caiu-lhe da algibeira
A cigarreira breve.
Dera-lhe a mãe.
Está inteira
E boa a cigarreira.
Ele é que já não serve.
De outra algibeira, alada
Ponta a roçar o solo,
A brancura embainhada
De um lenço... Deu-lho a criada
Velha que o trouxe ao colo.
Lá longe, em casa, há a prece:
"Que volte cedo, e bem!"
(Malhas que o Império tece!)
Jaz morto, e apodrece,
O menino da sua mãe.
(Fernando Pessoa)
No Plaino abandonado
Que a morta brisa aquece,
De balas traspassado
- Duas, de lado a lado -,
Jaz morto, e arrefece.
Raia-lhe a farda o sangue.
De braços estendidos,
Alvo, louro, exangue,
Fita com olhar langue
E cego os céus perdidos.
Tão jovem! que jovem era!
(Agora que idade tem?)
Filho único, a mãe lhe dera
Um nome e o mantivera:
"O menino da sua mãe".
Caiu-lhe da algibeira
A cigarreira breve.
Dera-lhe a mãe.
Está inteira
E boa a cigarreira.
Ele é que já não serve.
De outra algibeira, alada
Ponta a roçar o solo,
A brancura embainhada
De um lenço... Deu-lho a criada
Velha que o trouxe ao colo.
Lá longe, em casa, há a prece:
"Que volte cedo, e bem!"
(Malhas que o Império tece!)
Jaz morto, e apodrece,
O menino da sua mãe.
(Fernando Pessoa)
quarta-feira, 7 de dezembro de 2005
Leituras II

Sugestão de Natal para os mais pequenos, pois o Natal é deles e devemos faze-los felizes. Por apenas 7,50€ pode-se incutir o espírito de leitura.
Os Primos e o Mago Envergonhado
Aqui fica um pequeno excerto, retirado do site da Editora Caminho
Quando a Matilde e o Gonçalo souberam que iam passar o Natal com a família à casa da serra, estavam longe de imaginar as surpresas que estavam à espreita. Descobre estas aventuras dos Primos com o Mago Envergonhado.
Ao comprar este livro estará a contribuir para o Programa de Vacinação da UNICEF e a oferecer 10 vacinas a crianças de todo o mundo
Acreditem é por uma boa causa!
terça-feira, 6 de dezembro de 2005
Tempos de Consumo
Actualmente e em especial nesta época natalícia que se avizinha há um consumo que se torna muito exacerbado.
Questiono o porque de só nesta época do ano se lembrarem dos mais desprotegidos, das crianças órfãos, dos velhinhos, etc, etc...
Tempo houve em que nesta época do ano se ofereciam umas meias e as crianças ficam todas contentes. Certo é que os tempos evoluem e a publicidade usa técnicas que deixam os mais pequenos a querem tudo e a não saberem o que querem.
E já pararam um pouco para pensar que muitas crianças, mesmo nesta época do ano, não recebem nem sequer um par de meias?
É nesta altura que mais se encontra pessoas cínicas na rua. Pessoas que se fazem passar por caridosas (o resto do ano esquecem tal predilecção), pessoas que sorriem, mas apenas mostram os dentes, etc, etc...
É por estas e por outras que acho que esta Época de Natal é a mais falsa que existe, e cada vez se torna em tudo menos no verdadeiro sentido de Natal (festa da natividade).
Compra-se a felicidade de alguém por meia duzia de prendas e depois esquece-se tudo e para o ano que vem há mais um Natal, mais uma época de consumo, mais uma época de puro cinismo. Realmente o Natal é de e para as Crianças. E Natal deveria ser todos os dias e não apenas uma vez por ano.
Questiono o porque de só nesta época do ano se lembrarem dos mais desprotegidos, das crianças órfãos, dos velhinhos, etc, etc...
Tempo houve em que nesta época do ano se ofereciam umas meias e as crianças ficam todas contentes. Certo é que os tempos evoluem e a publicidade usa técnicas que deixam os mais pequenos a querem tudo e a não saberem o que querem.
E já pararam um pouco para pensar que muitas crianças, mesmo nesta época do ano, não recebem nem sequer um par de meias?
É nesta altura que mais se encontra pessoas cínicas na rua. Pessoas que se fazem passar por caridosas (o resto do ano esquecem tal predilecção), pessoas que sorriem, mas apenas mostram os dentes, etc, etc...
É por estas e por outras que acho que esta Época de Natal é a mais falsa que existe, e cada vez se torna em tudo menos no verdadeiro sentido de Natal (festa da natividade).
Compra-se a felicidade de alguém por meia duzia de prendas e depois esquece-se tudo e para o ano que vem há mais um Natal, mais uma época de consumo, mais uma época de puro cinismo. Realmente o Natal é de e para as Crianças. E Natal deveria ser todos os dias e não apenas uma vez por ano.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2005
segunda-feira, 28 de novembro de 2005
Mais um recorde batido!
A camapnha decorreu apenas durante dois dias neste fim de semana. A crise que impera a todos os níveis não deixou que os Portugueses se esquecessem de comprar para partilhar com quem menos tem.
Falo obviamente da recolha de alimentos para o Banco Alimentar.
Faz-me lembrar uma frase, dessa grande amante dos outros, Madre Teresa de Calcutá: "O que bem que fizeres pouco ser apenas uma gota dágua no oceano, mas isso dará sentido à tua vida".
Aqui fica a notícia devidamente comentada, tirada da TSF
Parabéns a todos aqueles que ajudaram, pois efectivamente "não doeu nada".
Falo obviamente da recolha de alimentos para o Banco Alimentar.
Faz-me lembrar uma frase, dessa grande amante dos outros, Madre Teresa de Calcutá: "O que bem que fizeres pouco ser apenas uma gota dágua no oceano, mas isso dará sentido à tua vida".
Aqui fica a notícia devidamente comentada, tirada da TSF
Parabéns a todos aqueles que ajudaram, pois efectivamente "não doeu nada".
sexta-feira, 25 de novembro de 2005
Bibi fora da prisão
Hoje, pelas 00H01 foi libertado Carlos Silvino, mais conhecido por Bibi, o arguido principal do famoso processo "Casa Pia".
Após três anos de prisão a juiza do processo teve que o libertar pois foi esgotado o tempo máximo de prisão preventiva.
Não vou tecer comentários relativamente à sua libertação, nem relativamente à libertação anterior dos outros arguidos (que tendo advogados nomeados e não um oficioso, conseguiram libertar-se mais cedo). Apenas vou comentar que a Justiça é lenta, demorada e quanto a resultados, muitas vezes não é muito profícua.
Mas isto já todos sabemos.
Só me admira é que neste processo, em julgamento há mais de um ano a esta parte, ainda não tenham ouvido todos os intervenientes, indo apenas nas testemunhas fundamentais, faltando mais de 300 testemunhas acessórias. Mas nestas é que tudo pode demorar mais pois se de defesa do arguido irão dar muito trabalho certamente.
A acompanhar nas cenas dos próximos episódios....
Após três anos de prisão a juiza do processo teve que o libertar pois foi esgotado o tempo máximo de prisão preventiva.
Não vou tecer comentários relativamente à sua libertação, nem relativamente à libertação anterior dos outros arguidos (que tendo advogados nomeados e não um oficioso, conseguiram libertar-se mais cedo). Apenas vou comentar que a Justiça é lenta, demorada e quanto a resultados, muitas vezes não é muito profícua.
Mas isto já todos sabemos.
Só me admira é que neste processo, em julgamento há mais de um ano a esta parte, ainda não tenham ouvido todos os intervenientes, indo apenas nas testemunhas fundamentais, faltando mais de 300 testemunhas acessórias. Mas nestas é que tudo pode demorar mais pois se de defesa do arguido irão dar muito trabalho certamente.
A acompanhar nas cenas dos próximos episódios....
quinta-feira, 24 de novembro de 2005
terça-feira, 22 de novembro de 2005
A Crise Europeia... Onde iremos parar???
Quem dos comuns mortais já não constatou a crise que atravessamos a nível nacional e europeu?
Certamente todos. E todos os dias nos deparamos com notícias sobre o combate a esta crise, tal vírus que veio para ficar e não há uma vacina eficaz para o expurgir definitivamente.
Já foram tomadas uma série de medidas, quer a nível nacional, quer a nível europeu para acabar com esta chaga, mas parece que todas elas estão a ser ineficazes e não resolvem este problema que se arrasta há uns anos a esta parte.
Claro que os funcionários públicos foram e continuam a ser os mais afectadas. Não digo isto por ser funcionário público, mas muito e simplesmente porque está à vista de toda a gente que assim é.
Quem não se lembra de anos em que não existiram aumentos salariais, de anos em que "congelaram" os escalões na progressão da carreira ou mesmo daquelas situações em que retiram os benefícios sociais? Certamente que todos se recordam destas actuações dos nossos políticos.
Muito recentemente a nova Chanceler Alemã instituiu que os funcionários públicos apenas iriam receber metade do 13.º mês (vulgo subsídio de natal) e os militares ficam sem este ordenado.
O que me importa das medidas tomadas na Alemanha? O que me importa das medidas tomadas a nível nacional com a definição "a longo prazo". Tempos houve em que alguém especializado em economia dizia que "a longo prazo estaremos todos mortos".
Por isso o que interessa é o presente. Assim deveriam ser tomadas medidas efectivas, a curto prazo, a começar pelos ordenados chorudos dos políticos, acessores e etc... Voces certamente sabem a quem me refiro. De igual modo deveriam cortar nas regalias que estes e outros grupos sociais têm, tais como cartões de crédito, viagens em primeira classe de avião, etc,. etc...
Assim poderiamos ter uma sociedade mais digna, sem estas desigualdade sociais tão aberrantes. Não me interessa as medidas do PEC (Pacto de Estabilidade e Crescimento), interessa-me viver melhor em cada dia que passa e não num futuro próximo.
Urge estas e outras medidas compatíveis e não andar a imitar outros países. Pois pelo caminho que isto leva, para o ano nem subsídio de férias iremos receber, quanto mais de natal.
Certamente todos. E todos os dias nos deparamos com notícias sobre o combate a esta crise, tal vírus que veio para ficar e não há uma vacina eficaz para o expurgir definitivamente.
Já foram tomadas uma série de medidas, quer a nível nacional, quer a nível europeu para acabar com esta chaga, mas parece que todas elas estão a ser ineficazes e não resolvem este problema que se arrasta há uns anos a esta parte.
Claro que os funcionários públicos foram e continuam a ser os mais afectadas. Não digo isto por ser funcionário público, mas muito e simplesmente porque está à vista de toda a gente que assim é.
Quem não se lembra de anos em que não existiram aumentos salariais, de anos em que "congelaram" os escalões na progressão da carreira ou mesmo daquelas situações em que retiram os benefícios sociais? Certamente que todos se recordam destas actuações dos nossos políticos.
Muito recentemente a nova Chanceler Alemã instituiu que os funcionários públicos apenas iriam receber metade do 13.º mês (vulgo subsídio de natal) e os militares ficam sem este ordenado.
O que me importa das medidas tomadas na Alemanha? O que me importa das medidas tomadas a nível nacional com a definição "a longo prazo". Tempos houve em que alguém especializado em economia dizia que "a longo prazo estaremos todos mortos".
Por isso o que interessa é o presente. Assim deveriam ser tomadas medidas efectivas, a curto prazo, a começar pelos ordenados chorudos dos políticos, acessores e etc... Voces certamente sabem a quem me refiro. De igual modo deveriam cortar nas regalias que estes e outros grupos sociais têm, tais como cartões de crédito, viagens em primeira classe de avião, etc,. etc...
Assim poderiamos ter uma sociedade mais digna, sem estas desigualdade sociais tão aberrantes. Não me interessa as medidas do PEC (Pacto de Estabilidade e Crescimento), interessa-me viver melhor em cada dia que passa e não num futuro próximo.
Urge estas e outras medidas compatíveis e não andar a imitar outros países. Pois pelo caminho que isto leva, para o ano nem subsídio de férias iremos receber, quanto mais de natal.
sexta-feira, 18 de novembro de 2005
Poesia IV
Princesa Desalento
Minh'alma é a Princesa Desalento,
Como um Poeta lhe chamou, um dia.
É magoada, e pálida, e sombria,
Como soluços trágicos do vento!
É fágil como o sonho dum momento;
Soturna como preces de agonia,
Vive do riso duma boca fria:
Minh'alma é a Princesa Desalento...
Altas horas da noite ela vagueia...
E ao luar suavíssimo, que anseia,
Põe-se a falar de tanta coisa morta!
O luar ouve minh'alma, ajoelhado,
E vai traçar, fantástico e gelado,
A sombra duma cruz à tua porta...
(Florbela Espanca)
Minh'alma é a Princesa Desalento,
Como um Poeta lhe chamou, um dia.
É magoada, e pálida, e sombria,
Como soluços trágicos do vento!
É fágil como o sonho dum momento;
Soturna como preces de agonia,
Vive do riso duma boca fria:
Minh'alma é a Princesa Desalento...
Altas horas da noite ela vagueia...
E ao luar suavíssimo, que anseia,
Põe-se a falar de tanta coisa morta!
O luar ouve minh'alma, ajoelhado,
E vai traçar, fantástico e gelado,
A sombra duma cruz à tua porta...
(Florbela Espanca)
sexta-feira, 11 de novembro de 2005
Caso Joana
Chegou hoje ao fim o Julgamento do Caso Joana em Portimão.
Quem não se recorda desta história macabra, cujo corpo da pequena de 8 anos de idade nunca chegou a aparecer?
A Investigação Criminal, levada a cabo pela PJ - conforme determina a Lei da Organização da Investigação Criminal, pois é da sua exclusiva competência investigatória - nem sempre foi a melhor. Assistiu-se a uma novela, que todos os dias tinha novos enredos, levada a cabo pelas televisões da especialidade no nosso país (TVI e SIC).
Hoje foi conhecida a sentença do Tribunal de Portimão que decretou: a mãe e o tio da criança foram condenados a 20 anos e quatro meses e 19 anos e dois meses de prisão, respectivamente, por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Desta decisão, obviamente, pode haver recurso, mas na minha modesta opinio é uma pena muito leve, se bem que esta também só poderia ir até aos 25 anos de pena máxima.
Mesmo assim e até que a setença transite em julgado, tudo conta. Assim conta, para efeitos da pena o tempo que os arguidos já estão em prisão priventiva e se daqui a meia duzia de anos ambos tiverem bom comportamento podem sair com metade da pena cumprida.
É assim que vai o País. Bem sei que o nosso Cógido Penal tem por Princípio a Dignidade da Pessoa Humana, mas as penas deveriam ser cumpridas até ao fim do seu tempo. Por outro lado, deveriam os presos realizar serviços a favor da comunidade e desta forma aliava-se o défice, e outras coisas do género. Mas isso é tema para outro post.
Por aqui apenas podemo-nos congratular com a pena aplicada, embora que muito leve, pois a se a vida humana "não tem preço", a vida de um filho não tem preço algum. É isto (a racionalidade) que nos destingue dos demais animais....
Quem não se recorda desta história macabra, cujo corpo da pequena de 8 anos de idade nunca chegou a aparecer?
A Investigação Criminal, levada a cabo pela PJ - conforme determina a Lei da Organização da Investigação Criminal, pois é da sua exclusiva competência investigatória - nem sempre foi a melhor. Assistiu-se a uma novela, que todos os dias tinha novos enredos, levada a cabo pelas televisões da especialidade no nosso país (TVI e SIC).
Hoje foi conhecida a sentença do Tribunal de Portimão que decretou: a mãe e o tio da criança foram condenados a 20 anos e quatro meses e 19 anos e dois meses de prisão, respectivamente, por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Desta decisão, obviamente, pode haver recurso, mas na minha modesta opinio é uma pena muito leve, se bem que esta também só poderia ir até aos 25 anos de pena máxima.
Mesmo assim e até que a setença transite em julgado, tudo conta. Assim conta, para efeitos da pena o tempo que os arguidos já estão em prisão priventiva e se daqui a meia duzia de anos ambos tiverem bom comportamento podem sair com metade da pena cumprida.
É assim que vai o País. Bem sei que o nosso Cógido Penal tem por Princípio a Dignidade da Pessoa Humana, mas as penas deveriam ser cumpridas até ao fim do seu tempo. Por outro lado, deveriam os presos realizar serviços a favor da comunidade e desta forma aliava-se o défice, e outras coisas do género. Mas isso é tema para outro post.
Por aqui apenas podemo-nos congratular com a pena aplicada, embora que muito leve, pois a se a vida humana "não tem preço", a vida de um filho não tem preço algum. É isto (a racionalidade) que nos destingue dos demais animais....
quinta-feira, 10 de novembro de 2005
Pensamentos III
"Um livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive."
(Padre António Vieira)
(Padre António Vieira)
segunda-feira, 7 de novembro de 2005
Gripe das Aves Vs Violência em França
Todos os dias ouvimos na TV (independentemente do canal que se escolha para "beber" a informação) falar da gripe das Aves. Parece que Portugal tem a ideia de que não chegará cá, mas hoje um alto responsável pelo OMS referiu que todos se deveriam preocupar, pois mais dia menos dia teremos por aí uma epedimia global.
Infelizmente a nível do nosso território nada consta sobre que medidas estão a ser tomadas, a não ser que a vacina chega em Junho de 2006 (que rica ajuda!).
Mais recentemente assitimos, também por via das televisões, à desgraça que vai acontecendo em França. De noite para noite o número de carros ateados cresce, a fúria impom-se por todos os meios (inclusive por blogs internautas) e a Polícia não consegue fazer regredir tais actos desumanos.
Também em Portugal, à nossa maneira temos diversos bairros sociais, nos quais os cidadãos qwue ali moram passam o dia a dormir ou a apanhar sol (quando o há) e de noite andam por aí até altas horas da madrugada. Estão muito mal inseridos na sociedade que os acolheu e pior do que isso (tal como se passa em França) a maioria são cidadãos que nasceram no nosso país. Isto quer dizer que não aceitam qualquer emprego, como os seus pais aceitaram e reivindicam casa e emprego como se o Estado fosse obrigado a dar-lhes tudo.
Se bem que a nossa Constituição refere que todos têm direito a uma "habitação condigna" menos verdade é o facto de que apenas os bairros sociais são alvo destas casas oferecidas pelo Estado.
Poderemos, num futuro breve, assistir em Portugal ao mesmo desfecho que agora está efectivamente a verificar-se em França???
Parece que sim, pois a violência deste género está a atrair estes jovens desocupados e a espalhar-se pelo velho continente.
Infelizmente a nível do nosso território nada consta sobre que medidas estão a ser tomadas, a não ser que a vacina chega em Junho de 2006 (que rica ajuda!).
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Mais recentemente assitimos, também por via das televisões, à desgraça que vai acontecendo em França. De noite para noite o número de carros ateados cresce, a fúria impom-se por todos os meios (inclusive por blogs internautas) e a Polícia não consegue fazer regredir tais actos desumanos.
Também em Portugal, à nossa maneira temos diversos bairros sociais, nos quais os cidadãos qwue ali moram passam o dia a dormir ou a apanhar sol (quando o há) e de noite andam por aí até altas horas da madrugada. Estão muito mal inseridos na sociedade que os acolheu e pior do que isso (tal como se passa em França) a maioria são cidadãos que nasceram no nosso país. Isto quer dizer que não aceitam qualquer emprego, como os seus pais aceitaram e reivindicam casa e emprego como se o Estado fosse obrigado a dar-lhes tudo.
Se bem que a nossa Constituição refere que todos têm direito a uma "habitação condigna" menos verdade é o facto de que apenas os bairros sociais são alvo destas casas oferecidas pelo Estado.
Poderemos, num futuro breve, assistir em Portugal ao mesmo desfecho que agora está efectivamente a verificar-se em França???
Parece que sim, pois a violência deste género está a atrair estes jovens desocupados e a espalhar-se pelo velho continente.
quarta-feira, 2 de novembro de 2005
Chuva!
Realmente a chuva fazia bastante falta. Os pastos estavam amarelos, não havia água nem para beber... A seca era mesmo extrema.
Sabe bem estar na cama e ouvir a chuva cair - dizia ela, enquanto se enroscava e aninhava no meu peito.
Realmente a chuva purifica, não só a mente, mas também o ar que nos rodeia.
É sempre bom estar acompanhado a ouvir a chuva lá fora... A cair....
Sabe bem estar na cama e ouvir a chuva cair - dizia ela, enquanto se enroscava e aninhava no meu peito.
Realmente a chuva purifica, não só a mente, mas também o ar que nos rodeia.
É sempre bom estar acompanhado a ouvir a chuva lá fora... A cair....
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