A Folia dura três dias ....
Se não há festa nem festança onde não vá a Constança... Pelo segundo ano consecutivo o Alberto João Jardim ficou na bancada a ver o desfile passar.
Será da idade ou finalmente apercebeu-se que apenas fazia papel de "bôbo da corte"?
Mas qual a origem do Carnaval?
A festa assim intitulada deriva do facto de nos 40 dias seguintes à Terça-feira de Carnaval ser uma época de jejum e abstenção, pois entra-se, para os Católicos, na Quaresma.
Quarenta dias até ao Domingo de Páscoa. No dia de Carnaval come-se carne gorda e depois só se virá a comer carne no dia de Páscoa.
Mas para se dar a volta a este problema pagava-se a "congria" e ficava-se dispensado desta obrigação, guardando-se apenas tal jejum de carne nas Sextas-feiras.
Hoje já não é bem assim...
Como dizia o poeta "Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades..."
Miguel Torga
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2006
terça-feira, 14 de fevereiro de 2006
Dia do Amor...
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2006
Poesia (VI)
Súplica
Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.
Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.
Miguel Torga
Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.
Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.
Miguel Torga
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006
Notícias da TVI
É com algum espanto que vejo as notícias do canal de Queluz de Baixo, vulgo TVI.
Se a credibilidade das mesmas deixa muito a desejar, já que em quase todas as notícias escorre sangue pelos cantos do ecrã, imaginem a falta de cultura daquela gente.
O reparo vai obviamente para uma notícia dada ontem, no Jornal da Noite, referente à greve sectorial da PJ. Nessa notícia a jornalista, de modo convincente, dizia que o Ministro da Administração Interna Alberto Costa, não compreendia o porquê da greve na PJ nesta altura. E posteriormente aparece em entrevista o referido Ministro, com a legendagem "Alberto Costa, Ministro da Administração Interna".
Ora aqui estão dois equívocos que são indesculpáveis a um jornalista que deveria estar com mais atenção ao serviço que faz: 1.º - A PJ depende do Ministério da Justiçae; 2.º - Alberto Costa já foi em tempos Ministro da Adminsitração Interna, sendo o Ministro da Justiça, na altura António Costa, actualmente esses papéis estão invertidos.
Que grande falta de informação este canal têm.
Maior o erro mais crasso é quando os responsáveis da TVI não detectam o erro pois deixam passar uma barberidade como esta, para já não falar de outras que são igualmente gritantes.
Assim sendo eis que salta à vista uma pergunta - onde se formaram os jornalista da TVI???
Serão licenciados em Comunicação Social?
Se a credibilidade das mesmas deixa muito a desejar, já que em quase todas as notícias escorre sangue pelos cantos do ecrã, imaginem a falta de cultura daquela gente.
O reparo vai obviamente para uma notícia dada ontem, no Jornal da Noite, referente à greve sectorial da PJ. Nessa notícia a jornalista, de modo convincente, dizia que o Ministro da Administração Interna Alberto Costa, não compreendia o porquê da greve na PJ nesta altura. E posteriormente aparece em entrevista o referido Ministro, com a legendagem "Alberto Costa, Ministro da Administração Interna".
Ora aqui estão dois equívocos que são indesculpáveis a um jornalista que deveria estar com mais atenção ao serviço que faz: 1.º - A PJ depende do Ministério da Justiçae; 2.º - Alberto Costa já foi em tempos Ministro da Adminsitração Interna, sendo o Ministro da Justiça, na altura António Costa, actualmente esses papéis estão invertidos.
Que grande falta de informação este canal têm.
Maior o erro mais crasso é quando os responsáveis da TVI não detectam o erro pois deixam passar uma barberidade como esta, para já não falar de outras que são igualmente gritantes.
Assim sendo eis que salta à vista uma pergunta - onde se formaram os jornalista da TVI???
Serão licenciados em Comunicação Social?
sexta-feira, 27 de janeiro de 2006
Nova Roupagem
Assim sim!
Tem melhor aspecto, sim senhor....
Se chegamos a mudar ao menos que seja para melhor.
Tem melhor aspecto, sim senhor....
Se chegamos a mudar ao menos que seja para melhor.
Euromilhões
A azáfama em torno do sorteio que hoje à noite se vai realizar é enorme.
Tão grande que, devido ao valor em jogo, é motivo de destaque em jornais, televisão e outros meios de comunicação social.
Todos os pontos de acesso a um terminal de registo têm filas, pois como bons portugueses que somos deixamos tudo para "a última hora".
Mas será possível imaginar o que se fará com 142.000.000 €? Nem consigo imaginar.
Certo, certo é que as "sociedades" nesta semana são imensas. No concelho de Oeiras cerca de 500 pessoas juntaram-se para jogar. É obra!
Os meus números e estrelas já lá estão, agora é esperar pela "estrela da sorte".
Tão grande que, devido ao valor em jogo, é motivo de destaque em jornais, televisão e outros meios de comunicação social.
Todos os pontos de acesso a um terminal de registo têm filas, pois como bons portugueses que somos deixamos tudo para "a última hora".
Mas será possível imaginar o que se fará com 142.000.000 €? Nem consigo imaginar.
Certo, certo é que as "sociedades" nesta semana são imensas. No concelho de Oeiras cerca de 500 pessoas juntaram-se para jogar. É obra!
Os meus números e estrelas já lá estão, agora é esperar pela "estrela da sorte".
quarta-feira, 25 de janeiro de 2006
Publicidade
Sempre me atraíu a boa publicidade.
Imaginativa, fora do normal, excêntrica e, acima de tudo, muito cativante.
E se a imaginção não tem limites apreciem aqui um anúncio muito cativante.
Imaginativa, fora do normal, excêntrica e, acima de tudo, muito cativante.
E se a imaginção não tem limites apreciem aqui um anúncio muito cativante.
terça-feira, 24 de janeiro de 2006
A Felicidade Exige Valentia
"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo e posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo... ".
Fernando Pessoa
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo... ".
Fernando Pessoa
segunda-feira, 23 de janeiro de 2006
Megalómania?
Realmente há gente que julga que domina o Mundo, que sabe de tudo e não aceita o trabalho dos outros, ainda que feito com o máximo rigor e sabe lá Deus em que condições.
Vem este Post a propósito de um outro post que encontrei no arcadia, e que pode ser lido aqui.
E eis o meu comentário ao Sr. Pedro Soares Lourenço, a quem tinha em melhor consideração. Talvez tenha sentido alguma empatia por este blogue pelas fotografias, pelos textos sempre oportunos e por conhecer um dos seus autores. Mas não há esperanças que não venham a cair na desilusão.
Por vezes só olhamos para o "nosso umbigo" e deixamos de olhar em redor e ver que poderiamos ser mais humildes. Não fica nada mal, não senhor!...
Vem este Post a propósito de um outro post que encontrei no arcadia, e que pode ser lido aqui.
E eis o meu comentário ao Sr. Pedro Soares Lourenço, a quem tinha em melhor consideração. Talvez tenha sentido alguma empatia por este blogue pelas fotografias, pelos textos sempre oportunos e por conhecer um dos seus autores. Mas não há esperanças que não venham a cair na desilusão.
Por vezes só olhamos para o "nosso umbigo" e deixamos de olhar em redor e ver que poderiamos ser mais humildes. Não fica nada mal, não senhor!...
domingo, 22 de janeiro de 2006
Eleiçoes Presidenciais
Hoje é dia de Eleições.
Um direito constitucional previsto na Constituição, no qual todos têm direito a votar e a expressar o seu voto, de forma confidencial e unitária nas urnas de voto.
Por norma, nos dias que antecedem tais votações há imensas sondagens. Mas o resultado é aquele que sai no final do dia das eleições.
Por isso vote! Não deixa que sejam outros a decidir o seu futuro.
Faz-me confusão como nestes dias alguem tem que andar à porrada com a GNR, para que se boicote uma assembleia de voto. Não poderão ser mais originais? Realmente há uma falta de sensibilidade e de inteligência que até parece que nem vivemos num país civilizado. É que além de não votarem impedem outros cidadãos de o fazer, o que constitucionalmente é proibido.
Por isso sou apologista de existirem sanções para estes prevaricadores.
Viva a opinião Popular, viva a LIBERDADE de escolha e de voto.
Um direito constitucional previsto na Constituição, no qual todos têm direito a votar e a expressar o seu voto, de forma confidencial e unitária nas urnas de voto.
Por norma, nos dias que antecedem tais votações há imensas sondagens. Mas o resultado é aquele que sai no final do dia das eleições.
Por isso vote! Não deixa que sejam outros a decidir o seu futuro.
Faz-me confusão como nestes dias alguem tem que andar à porrada com a GNR, para que se boicote uma assembleia de voto. Não poderão ser mais originais? Realmente há uma falta de sensibilidade e de inteligência que até parece que nem vivemos num país civilizado. É que além de não votarem impedem outros cidadãos de o fazer, o que constitucionalmente é proibido.
Por isso sou apologista de existirem sanções para estes prevaricadores.
Viva a opinião Popular, viva a LIBERDADE de escolha e de voto.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2006
Poesia V
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Vinicius de Moraes
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Vinicius de Moraes
segunda-feira, 9 de janeiro de 2006
Pensamentos IV
"O mal que enferma a árvore também enferma os frutos"
____________
Não sei onde li ou ouvi isto mas ficou-me na memória superficial e de um momento para o outro quando numa acessa "discussão" de uma aula de Direito Administrativo me saiu. Serviu para o caso em discussão como uma luva na mão.
Por vezes há males que... nos fazem sair bem!
____________
Não sei onde li ou ouvi isto mas ficou-me na memória superficial e de um momento para o outro quando numa acessa "discussão" de uma aula de Direito Administrativo me saiu. Serviu para o caso em discussão como uma luva na mão.
Por vezes há males que... nos fazem sair bem!
sexta-feira, 6 de janeiro de 2006
Ano Novo, Vida Nova?
Ora então sejam todos bem-vindos (e não benvindos como aparece escrito nos mais diversos locais) a 2006.
Este ano ainda não tinha escrito nada, não que não houvesse tema para tal, mas porque efectivamente o tempo é escasso e nem sempre corre da melhor forma.
Mas serve este singelo post para dissertar ou divagar, quiça, sobre os projectos que se fazem sempre que se inicia um ano novo.
Se não vejamos: este ano vou todas as semanas ao ginásio; vou deixar de comer aquelas porcarias do McDonalds; vou deixar de fumar, vou..., vou..., vou..., etc... Este ano é que vai ser... (no fundo acaba por ser igual aos outros).
Depois com o envelhecimentodo ano, ou seja, com o decurso deste acabam por voltar aos vícios antigos, acaba-se por se eclipsar os projectos de ano novo.
Também fiz alguns projectos mas parece que ja começaram a falhar. Um deles seria escrever aqui todos os dias, ou pelo menos quase todos os dias e afinal ja vamos no fim da primeira semana de Janeiro e só agora o fiz, pela primeira vez.
Mas pode ser que este propósito não se esfume e venha a produzir os seus singelos frutos.
Quanto a outros projectos???
Isso agora já não podem ser revelados, pois há quem diga que não se realizam se forem divulgados. Cá por mim não sou supersticioso, mas ficam somente para mim.
Quem sabe não sendo divulgados por intermédio da escrita ao longo deste 2006.
Esperamos que sim, tão depressa eles se forem realizando....
Este ano ainda não tinha escrito nada, não que não houvesse tema para tal, mas porque efectivamente o tempo é escasso e nem sempre corre da melhor forma.
Mas serve este singelo post para dissertar ou divagar, quiça, sobre os projectos que se fazem sempre que se inicia um ano novo.
Se não vejamos: este ano vou todas as semanas ao ginásio; vou deixar de comer aquelas porcarias do McDonalds; vou deixar de fumar, vou..., vou..., vou..., etc... Este ano é que vai ser... (no fundo acaba por ser igual aos outros).
Depois com o envelhecimentodo ano, ou seja, com o decurso deste acabam por voltar aos vícios antigos, acaba-se por se eclipsar os projectos de ano novo.
Também fiz alguns projectos mas parece que ja começaram a falhar. Um deles seria escrever aqui todos os dias, ou pelo menos quase todos os dias e afinal ja vamos no fim da primeira semana de Janeiro e só agora o fiz, pela primeira vez.
Mas pode ser que este propósito não se esfume e venha a produzir os seus singelos frutos.
Quanto a outros projectos???
Isso agora já não podem ser revelados, pois há quem diga que não se realizam se forem divulgados. Cá por mim não sou supersticioso, mas ficam somente para mim.
Quem sabe não sendo divulgados por intermédio da escrita ao longo deste 2006.
Esperamos que sim, tão depressa eles se forem realizando....
quarta-feira, 28 de dezembro de 2005
terça-feira, 27 de dezembro de 2005
Pensamentos III
Mesmo as noites totalmente sem estrelas podem
anunciar a aurora de uma grande realização.
(Martin Luther King)
terça-feira, 20 de dezembro de 2005
sexta-feira, 9 de dezembro de 2005
Poesia IV
O Menino da Sua Mãe
No Plaino abandonado
Que a morta brisa aquece,
De balas traspassado
- Duas, de lado a lado -,
Jaz morto, e arrefece.
Raia-lhe a farda o sangue.
De braços estendidos,
Alvo, louro, exangue,
Fita com olhar langue
E cego os céus perdidos.
Tão jovem! que jovem era!
(Agora que idade tem?)
Filho único, a mãe lhe dera
Um nome e o mantivera:
"O menino da sua mãe".
Caiu-lhe da algibeira
A cigarreira breve.
Dera-lhe a mãe.
Está inteira
E boa a cigarreira.
Ele é que já não serve.
De outra algibeira, alada
Ponta a roçar o solo,
A brancura embainhada
De um lenço... Deu-lho a criada
Velha que o trouxe ao colo.
Lá longe, em casa, há a prece:
"Que volte cedo, e bem!"
(Malhas que o Império tece!)
Jaz morto, e apodrece,
O menino da sua mãe.
(Fernando Pessoa)
No Plaino abandonado
Que a morta brisa aquece,
De balas traspassado
- Duas, de lado a lado -,
Jaz morto, e arrefece.
Raia-lhe a farda o sangue.
De braços estendidos,
Alvo, louro, exangue,
Fita com olhar langue
E cego os céus perdidos.
Tão jovem! que jovem era!
(Agora que idade tem?)
Filho único, a mãe lhe dera
Um nome e o mantivera:
"O menino da sua mãe".
Caiu-lhe da algibeira
A cigarreira breve.
Dera-lhe a mãe.
Está inteira
E boa a cigarreira.
Ele é que já não serve.
De outra algibeira, alada
Ponta a roçar o solo,
A brancura embainhada
De um lenço... Deu-lho a criada
Velha que o trouxe ao colo.
Lá longe, em casa, há a prece:
"Que volte cedo, e bem!"
(Malhas que o Império tece!)
Jaz morto, e apodrece,
O menino da sua mãe.
(Fernando Pessoa)
Subscrever:
Mensagens (Atom)





